Não consigo escrever sobre outra pessoa, à não ser sobre você. Não consigo não pensar em ti. Penso e amo, como prometera, como teríamos jurado. Mas tudo tem ficado tão invisível, — se me permite chamar-te como costumava — amor. E estou um tanto quanto cansada por isso. Infelizmente, me incomoda não saber por onde andas, como estás. É horrível ficar sem qualquer notícia tua. É sufocante querer poder fazer alguma coisa, ir à qualquer lugar que me leve à você, mas sou incapaz. Apenas fico na sede de falar com você, ao menos para saber se está se cuidando direitinho, se continuas jogando futebol frequentemente como fazia, se ainda sente a minha falta, se ficas torturado com a minha ausência, se o seu dia ainda vale à pena; por que, pelo o que ainda me sobrou de lembranças suas, quem era encarregada desse cargo, era eu.Mas para ser mais direta: Se ainda me amas. E aí? O que aconteceu? Quando começamos a nos perder tanto? Realmente parou de me amar?Devo supor o que penso à todo instante? Reencontrou-se com o passado novamente? Porque querido, eu ainda te almejo. Te sinto. Te adoro. Te permaneço. Te prefiro. Ainda, te amo. Não por querer, muito menos por opção. E se queres saber, também me odeio. Odeio o dia em que te conheci. Quando começastes à se resumir à mim; quando comecei a me limitar à você. Quando comecei à te odiar repleta de amar. E essas feridas parecem não se cicatrizar. Isso certamente é muito mais do que o tempo é capaz de apagar. (…) Me desculpe por ainda estar escrevendo-te, mas só me fixei à você. Colei em ti, assim como chiclete gruda facilmente nas solas dos sapatos. E se for para ser assim, eternizei-me à ser o teu chiclete. E se, caso ainda se importa, se ainda te dói ao lembrar de mim, se continuas lendo minhas palavras, apenas lhe peço:Apareça. Ficou um buraco enorme desde quando tu resolveste soltar minha mão. E, embora ter fincado à ideia de que tu foras embora, mas de alguma maneira ter-te aqui dentro — também invisível, inotável — tenho ficado sozinha todo esse tempo… Sobrando espaço para saudade.
domingo, 27 de novembro de 2011
"Não adianta. Sou incapaz de enxergar qualquer tipo de mudança."
Não consigo escrever sobre outra pessoa, à não ser sobre você. Não consigo não pensar em ti. Penso e amo, como prometera, como teríamos jurado. Mas tudo tem ficado tão invisível, — se me permite chamar-te como costumava — amor. E estou um tanto quanto cansada por isso. Infelizmente, me incomoda não saber por onde andas, como estás. É horrível ficar sem qualquer notícia tua. É sufocante querer poder fazer alguma coisa, ir à qualquer lugar que me leve à você, mas sou incapaz. Apenas fico na sede de falar com você, ao menos para saber se está se cuidando direitinho, se continuas jogando futebol frequentemente como fazia, se ainda sente a minha falta, se ficas torturado com a minha ausência, se o seu dia ainda vale à pena; por que, pelo o que ainda me sobrou de lembranças suas, quem era encarregada desse cargo, era eu.Mas para ser mais direta: Se ainda me amas. E aí? O que aconteceu? Quando começamos a nos perder tanto? Realmente parou de me amar?Devo supor o que penso à todo instante? Reencontrou-se com o passado novamente? Porque querido, eu ainda te almejo. Te sinto. Te adoro. Te permaneço. Te prefiro. Ainda, te amo. Não por querer, muito menos por opção. E se queres saber, também me odeio. Odeio o dia em que te conheci. Quando começastes à se resumir à mim; quando comecei a me limitar à você. Quando comecei à te odiar repleta de amar. E essas feridas parecem não se cicatrizar. Isso certamente é muito mais do que o tempo é capaz de apagar. (…) Me desculpe por ainda estar escrevendo-te, mas só me fixei à você. Colei em ti, assim como chiclete gruda facilmente nas solas dos sapatos. E se for para ser assim, eternizei-me à ser o teu chiclete. E se, caso ainda se importa, se ainda te dói ao lembrar de mim, se continuas lendo minhas palavras, apenas lhe peço:Apareça. Ficou um buraco enorme desde quando tu resolveste soltar minha mão. E, embora ter fincado à ideia de que tu foras embora, mas de alguma maneira ter-te aqui dentro — também invisível, inotável — tenho ficado sozinha todo esse tempo… Sobrando espaço para saudade.
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Nenhum comentário:
Postar um comentário